Arte africana concept

Identificadorarte_africana
Tipoconcept
Nota geral públicaObras que mostram a diversidade das culturas africanas e da sua arte, sem estabelecer uma categoria única de identidade, já que os africanos se identificam a partir de suas etnias ou clãs. Abrange máscaras, esculturas, estatuetas, tecidos, jóias, adornos, roupas e apliques, é um processo que associa a criatividade ao ritual, conectando o humano ao divino. A produção destes objetos continua atualmente, mantendo características formais e iconografia fiéis aos padrões tradicionais, mostrando que, como a cultura em geral, a arte africana é dinâmica, aberta e sujeita a permanentes ressignificações. Deve-se considerar a circunscrição histórica, geográfica e cultural da ARTE AFRICANA com a mesma preocupação com que se situa uma obra de arte do Renascimento, em oposição às designações "arte primitiva" ou "arte selvagem" criadas no fim do século XIX, pelo pensamento europeu que construiu imagens negativas sobre a África, os africanos e seus descendentes;Expressão que surgiu quando estetas e artistas ocidentais do fim do século XIX e do início do XX começaram a se interessar pela produção das Colônias levada para a Europa como material etnológico. Mesmo transformada em sinônimo de "primitiva", arte africana é uma expressão cristalizada universalmente. Nos anos 1960-70, foi declarada Patrimônio Universal da Humanidade pela UNESCO. ARTE AFRICANA. Glossários. Disponível em: http://www.arteafricana.usp.br/codigos/glossarios/001/termos_recorrentes.html. Acesso em: 29/08/2014;África, Áfricas: Caracterizado por obras que mostram a diversidade das culturas africanas e da arte por ela produzidas. Um dos objetivos centrais desse núcleo é o de enfatizar a competência das culturas africanas, por meio das obras de arte, que eram produzidas muito antes da escravidão atlântica. Outro e importante objetivo é o de proporcionar a observação de características formais de abstração e síntese evidenciadas pelas obras de arte africanas sem, contudo, deixar de perceber a mão do artista, embora anônimo. Daí também a importância da presença de diversas obras de um mesmo povo. Tipologia: máscaras, esculturas, estatuetas, tecidos, jóias, adornos, roupas, apliques. MUSEU AFRO BRASIL. Plano Museológico. Temas e tipologia do Acervo.2011, p. 79-80. Disponível em: http://www.museuafrobrasil.org.br/docs/default-source/Institucional/plano-museologico.pdf?sfvrsn=0. Acesso em: 02/09/2014;Uma proposta pedagógica da arte africana dentro da arte -educação deve assinalar a sua circunscrição histórica, geográfica e cultural com a mesma preocupação com que situa uma obra de arte do renascimento cultural europeu às suas conexões históricas, sociais e culturais marcando as questões que pontuam especificidades estéticas alusivas à época e a cultura. Em outras palavras, o educador tem a função de contribuir para a quebra de visões maniqueístas que permitam singularizar as artes das sociedades e reinos da África ou caracterizá -las como "arte primitiva" ou "selvagem". O tratamento pluralista destas manifestações estéticas e artísticas contribui para a quebra de visões redutivistas e etnocêntricas que rotulam os produtos culturais africanos como uma arte única diante do mundo além de se inserir numa forma de resgate destas produções historicamente minimizadas pelas ideologias que se foram construindo desde o renascimento europeu e que culminaram na escravidão destes povos nas Américas e na colonização do continente africano ARBOLEYA,Valdinei José. Arte e educação: Arte Africana ou Artes Africanas? Revista África e Africanidades, Rio de Janeiro, Ano I, n. 3, Nov. 2008;Alberto Costa e Silva disse ser cético em relação a uma categoria única de identidade africana. Embasado em argumentos históricos, lembrou que o próprio conceito de "africano" foi uma criação europeia, portanto, externa à África, já que os africanos se identificavam a partir de suas etnias ou clãs (haussás, ijexas, ewes). NEPOMUCENO, Bebel. MARTINS, Victor. Brasil-Àfrica: História, historiografia e a produção de saberes na África e na Diáspora. Brasília: UNESCO, 2012, 14p;Foi o pensamento europeu do fim do século XIX, considerado então científico, que construiu essas imagens negativas sobre a África, os africanos e seus descendentes nas Américas. Para justificar a dominação colonial em território africano, forjou-se o conceito de raças humanas, pressupondo uma hierarquia em cujo topo estava, evidentemente, o branco ("caucasiano"). Na base estariam os povos africanos e outros de pele escura, como os aborígines australianos, vistos como "incapazes", "preguiçosos", "atrasados", "selvagens", que só poderiam ser salvos pela ação da colonização européia e da evangelização. [...] Na África contemporânea, continua a haver a produção destes objetos nas comunidades e aldeias, cumprindo ainda hoje seus papéis "tradicionais", sem chegar ao mercado de arte, que, por outro lado, é cada vez mais ávido por "arte africana". Isso tem criado novos significados, novos usos e circuitos de circulação para estes objetos, novas relações sociais ao seu redor. Eles passam a ter outro lugar na vida dos próprios africanos - que agora também os chamam de "arte". Muitos, porém, mantém características formais e iconografia fiéis aos padrões tradicionais. Isso nos mostra que, como a cultura em geral, a arte africana é dinâmica, aberta e sujeita a permanentes ressignificações. MAFRO.Centro de estudos Afro-Orientais. Setor África: Projeto de atuação pedagógica e capacitação de jovens monitores. Salvador: Gráfica Gensa, 2005;Dada a associação entre criatividade e o divino, a arte produzida na África geralmente envolve muito mais que manipular ferramentas para materializar uma ideia. É um processo ritual também, reencenando a criação e conectando o físico ao metafísico - ou humano ao divino. SANTOS, Juana Elbein dos. (Org.). Criatividade âmago das diversidades culturais a estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura Negra no Brasil, 2010, p.114
Fonte positiva dos dadosARTE AFRICANA. Glossários. Disponível em: http://www.arteafricana.usp.br/codigos/glossarios/001/termos_recorrentes.html. Acesso em: 29/08/2014.NE;MUSEU AFRO BRASIL. Plano Museológico. Temas e tipologia do Acervo.2011, p. 79-80. Disponível em: http://www.museuafrobrasil.org.br/docs/default-source/Institucional/plano-museologico.pdf?sfvrsn=0. Acesso em: 02/09/2014.NE;ARBOLEYA,Valdinei José. Arte e educação: Arte Africana ou Artes Africanas? Revista África e Africanidades, Rio de Janeiro, Ano I, n. 3, Nov. 2008.NE;NEPOMUCENO, Bebel. MARTINS, Victor. Brasil-Àfrica: História, historiografia e a produção de saberes na África e na Diáspora. Brasília: UNESCO, 2012, p. 14.NE;MAFRO.Centro de estudos Afro-Orientais. Setor África: Projeto de atuação pedagógica e capacitação de jovens monitores. Salvador: Gráfica Gensa, 2005.NE;SANTOS, Juana Elbein dos. (Org.). Criatividade âmago das diversidades culturais a estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura Negra no Brasil, 2010, p.114.NE
Classificação709.6
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